A NBR 15696 é a norma da ABNT que trata de formas e escoramentos para estruturas de concreto, abrangendo projeto, dimensionamento e procedimentos executivos. Ela orienta quais ações considerar (concreto fresco, formas, sobrecarga de trabalho e efeitos horizontais), como verificar resistência, deformação e estabilidade, e que cuidados adotar na montagem, inspeção e retirada. Trabalha em conjunto com a NBR 14931, de execução, e a NBR 6118, de projeto estrutural.

O que é a NBR 15696 de formas e escoramentos?
A ABNT NBR 15696 é a norma brasileira dedicada a formas e escoramentos para estruturas de concreto. Ela reúne critérios de projeto, dimensionamento e procedimentos executivos e preenche uma lacuna antiga: por muito tempo, o escoramento foi tratado como assunto de canteiro, decidido apenas pela experiência.
A norma parte de uma premissa simples: formas e escoramentos são estruturas, ainda que provisórias. Precisam resistir às ações, limitar deformações e manter estabilidade durante todo o período em que sustentam o concreto, da montagem à retirada.
Conhecer a NBR 15696 formas e escoramentos não é exclusividade do projetista. Engenheiro de obra, mestre e comprador também se beneficiam, porque a norma define o que deve chegar ao canteiro em termos de projeto, documentação e critérios de conferência.
Como a norma se relaciona com a NBR 14931 e a NBR 6118?
As três normas se complementam. A ABNT NBR 6118 trata do projeto da estrutura de concreto definitiva. A ABNT NBR 14931 cuida da execução dessa estrutura, incluindo concretagem, cura e retirada de formas e escoramentos. A NBR 15696 detalha a estrutura provisória que torna a execução possível.
Na prática, o projeto estrutural informa geometria, cargas e, quando necessário, contraflechas e sequência de retirada. O projeto de formas e escoramento usa esses dados para dimensionar o sistema provisório, e a execução segue as regras de controle e de retirada previstas para a obra.
Há ainda a ABNT NBR 12655, sobre preparo, controle e recebimento do concreto, que fornece os resultados de ensaio usados para liberar desformas, e a NR-18, que trata da segurança do trabalho na montagem e na desmontagem.
Quais ações devem ser consideradas no projeto?
O dimensionamento começa pelas ações atuantes. A norma orienta considerar as cargas permanentes e variáveis que agem sobre formas e escoramentos durante a construção, combinadas de forma a representar a situação mais desfavorável de cada fase da obra.
A pressão lateral merece atenção especial em paredes e pilares, porque cresce com a velocidade de concretagem, a consistência do concreto e a temperatura. Formas de parede de grande altura dependem desse cálculo para definir tirantes, ancoragens e travamentos.
- Peso próprio do concreto fresco e da armadura, de acordo com a geometria de cada peça.
- Peso próprio das formas, vigas e acessórios do sistema.
- Sobrecarga de trabalho, que representa pessoas, equipamentos e acúmulo de concreto no lançamento.
- Pressão lateral do concreto fresco sobre formas verticais de pilares e paredes.
- Ações horizontais, como desaprumos, impacto de lançamento e vento, quando pertinentes.
O que um projeto de formas e escoramentos deve conter?
Um projeto completo vai além da planta com a posição das escoras. Ele deve permitir que a obra monte, confira e retire o sistema sem depender de interpretação. Os itens abaixo são o mínimo que a construtora deve esperar receber do responsável técnico.
A memória de cálculo costuma ficar no escritório, mas é ela que explica por que o espaçamento é aquele. Em caso de dúvida no canteiro, como substituir uma peça ou mudar uma torre de lugar, a resposta está nas premissas adotadas no cálculo.
- Memória com ações consideradas, combinações e verificações.
- Plantas de locação de torres, escoras e vigas, com espaçamentos e cotas.
- Cortes com alturas, ajustes de sapatas e suportes e posição das diagonais.
- Especificação das peças e das capacidades adotadas.
- Condições de apoio exigidas, seja solo, base ou laje inferior.
- Sequência de montagem, concretagem e retirada, com reescoramento quando houver.
- Identificação do responsável técnico e registro de responsabilidade.
Como montar, usar e retirar o sistema segundo a norma?
A parte de procedimentos executivos trata de como a estrutura provisória é montada, inspecionada, usada e desmontada. É onde o projeto encontra o canteiro, e onde se concentra a maioria das falhas quando falta disciplina na execução.
Montagem e conferência
As peças devem estar em bom estado, ser montadas conforme o projeto e conferidas antes de receber carga. Prumo, nível, travamentos, apoios e extensão de ajustes são verificados contra os desenhos. Qualquer divergência é tratada com o responsável antes da concretagem.
Concretagem acompanhada
Durante o lançamento, o escoramento deve ser observado para identificar recalques, deformações ou deslocamentos. O plano de concretagem precisa evitar acúmulo localizado de concreto e respeitar a sequência prevista, sobretudo em vigas altas e lajes espessas.
Retirada planejada
A retirada segue critérios definidos com base na resistência do concreto e na sequência estabelecida, de modo a não provocar esforços não previstos. O reescoramento, quando adotado, também faz parte do procedimento e precisa de projeto próprio.
Como aplicar a NBR 15696 na contratação de formas e escoramentos?
Para a construtora, a norma vira um roteiro de contratação. Ao locar formas e escoramentos, vale perguntar se o fornecedor entrega projeto com responsável técnico, se informa capacidades das peças, se acompanha a montagem e se orienta sobre retirada e reescoramento.
Dados técnicos claros facilitam o projeto. Os quadros SPQ da SP Formas têm capacidade informada de até 5 toneladas por montante, em tubo Ø 48 mm; as vigas VJ3 e VJ5 têm momento admissível e inércia conhecidos; os painéis SPFN têm resistência à compressão de 5.000 kgf/m².
A SP Formas inclui na locação proposta, projeto e cronograma, visitas técnicas periódicas e treinamento de montagem e desmontagem. Esse apoio ajuda a obra a seguir a NBR 15696 formas e escoramentos no dia a dia, e não apenas no papel.
Perguntas sobre NBR 15696 formas e escoramentos
A NBR 15696 vale para formas e escoramentos de qualquer obra?
Sim, ela é a referência técnica para formas e escoramentos de estruturas de concreto, de lajes residenciais a obras pesadas. Normas da ABNT são usadas em perícias para avaliar se o serviço foi bem executado, e a NR-18 exige projeto por profissional habilitado.
Qual a diferença entre a NBR 15696 e a NBR 14931?
A NBR 15696 trata da estrutura provisória, ou seja, formas e escoramentos: projeto, dimensionamento e procedimentos. A NBR 14931 trata da execução da estrutura de concreto como um todo, incluindo concretagem, cura e retirada de formas. Uma complementa a outra.
O fornecedor de escoramento precisa entregar a memória de cálculo?
É recomendável exigir. A memória de cálculo mostra ações, combinações e verificações que justificam o espaçamento e as peças. Ela permite que o engenheiro da obra avalie mudanças de campo com segurança e serve de registro técnico em caso de dúvida futura.
A norma traz tabela de espaçamento padrão de escoras?
Não. A norma estabelece critérios de projeto e verificação, não uma tabela universal de espaçamentos. O espaçamento resulta do cálculo de cada situação, considerando cargas, peças, alturas e apoios, e por isso varia de laje para laje.
Como a SP Formas atua em NBR 15696 formas e escoramentos
A SP Formas loca formas metálicas e escoramentos metálicos desde 1991, com projeto, entrega agendada, treinamento em canteiro e suporte técnico. Se este tema faz parte da sua obra, a equipe técnica pode avaliar o projeto e indicar o conjunto adequado.