A forma metálica para longarina é o molde em painéis de aço SAC 41 com face fenólica usado para executar as vigas longitudinais de pontes e viadutos diretamente sobre o cimbramento. O mesmo sistema molda as transversinas que ligam as longarinas entre si. A forma mantém a alma alinhada e com espessura constante, o fundo contínuo na cota com a contraflecha prevista e os nós entre vigas bem fechados antes da laje.
Onde a forma metálica para longarina entra no tabuleiro
Em tabuleiros de vigas moldadas no local, as longarinas vencem o vão entre apoios e as transversinas fazem a ligação entre elas, repartindo cargas e dando rigidez lateral ao conjunto. A laje vem por cima, em muitos casos concretada numa etapa posterior.
A forma metálica para longarina molda a alma, o talão inferior quando existe e as faces laterais até a mísula da laje. Por ser uma peça longa e relativamente estreita, o ponto crítico é manter as faces alinhadas ao longo de todo o vão, sem ondulações entre um painel e outro.
Alma alta e esbelta sob armadura densa
Na viga de ponte moldada in loco, a altura da alma costuma ser várias vezes maior que a largura. O concreto desce por um espaço apertado, entre armadura pesada e, quando há protensão, as bainhas dos cabos. O lançamento exige cuidado com segregação, e a forma precisa aceitar vibração intensa sem abrir.
Os painéis SPFN se unem por chavetas que giram e travam por pressão, eliminando a folga entre peças. Com as duas faces amarradas por tirantes e aprumadas, a alma mantém espessura constante de ponta a ponta, o que preserva o cobrimento da armadura e o traçado previsto para as bainhas.
Fundo contínuo sobre torres e vigas metálicas
O fundo da longarina se apoia em vigas metálicas sobre torres de quadros. A contraflecha do cimbramento, definida pelo projetista para compensar a deformação da viga e do próprio escoramento, é aplicada no ajuste dos suportes de topo, que têm curso fino de 0,10 m a 0,32 m.
As vigas VJ3 e VJ5, em comprimentos de 1,0 a 3,6 m, acompanham a modulação das torres e repartem a carga do fundo. Os quadros SPQ, com até 5 toneladas por montante, são posicionados sob a linha de cada viga conforme o projeto de cimbramento e as exigências da ABNT NBR 15696.
Nós entre vigas e sequência de concretagem
A transversina de tabuleiro pode ser de apoio, alinhada sobre a travessa, ou intermediária, no meio do vão. Em qualquer caso ela cruza a longarina e cria um nó em que painéis de direções diferentes se encontram. Esse encontro precisa de arremate bem vedado para não perder nata nem deixar degrau.
O mais comum é concretar longarinas e transversinas juntas, para que o nó saia monolítico, e depois a laje. Quando o plano prevê etapas separadas, a junta fica onde o projetista indicar e é tratada antes do segundo lançamento. Alguns cuidados de montagem fazem diferença nessa fase:
- definir no projeto de formas a ordem de montagem entre longarina e transversina
- deixar as esperas da laje fora da área de fechamento dos painéis
- confirmar a posição das ancoragens de protensão antes de fechar a segunda face
- reconferir a contraflecha depois da armadura, com o peso real já sobre o cimbramento
Como a SP Formas atende a execução de vigas de tabuleiro
A partir das plantas de formas do tabuleiro, a SP Formas monta a proposta com painéis, cimbramento e cronograma de entrega por vão. Em obras com muitos vãos iguais, o conjunto trabalha em ciclo: as laterais saem assim que o concreto permite, e o fundo fica escorado pelo tempo exigido.
Visitas técnicas periódicas acompanham alinhamento e nivelamento, e os relatórios de movimentação mostram ao gestor o que está em cada frente. A equipe da obra é treinada para montar o fundo, aplicar o desmoldante e desmontar sem riscar a face fenólica que dá o acabamento às vigas.
Vantagens do sistema da SP Formas
Alma sem ondulação
A união por chavetas fixas mantém os painéis faceados ao longo do vão, e a longarina sai com alma reta, sem barrigas entre módulos que exijam estucamento ou reduzam cobrimento.
Contraflecha regulável
Os suportes ajustáveis no topo das torres permitem aplicar e corrigir a contraflecha com precisão, inclusive depois que armadura e bainhas já estão sobre o fundo.
Ciclo por vão
As laterais saem antes do fundo e seguem para o vão seguinte, enquanto o cimbramento fica até a liberação, o que diminui o volume de material parado na obra.
Peças manuseáveis
Com painel de 26 kg/m² e quadros de 5 a 20 kg, boa parte da montagem é feita pela equipe à mão, o que agiliza o fechamento das faces em frentes com acesso limitado de guindaste.
Como funciona na obra
Projeto de cimbramento
Locação das torres sob cada longarina, escolha das vigas de distribuição e definição da contraflecha a partir do projeto estrutural.
Fundo e primeira face
Nivelamento do fundo nas cotas com contraflecha, montagem de uma das faces e conferência do alinhamento da viga ao longo do vão.
Armadura e fechamento
Colocação de armadura e bainhas, fechamento da segunda face, montagem das transversinas e arremate dos nós com travamento por tirantes.
Concretagem monitorada
Lançamento em camadas ao longo do vão, vibração controlada e observação de formas e torres durante toda a operação.
Desforma em duas fases
Retirada das laterais conforme liberação, permanência do cimbramento sob o fundo e remoção só após a protensão ou o prazo indicado pelo projetista.
Erros comuns que o sistema ajuda a evitar
- Contraflecha aplicada antes da armadura e nunca reconferida com o peso real sobre o cimbramento
- Nó entre longarina e transversina sem arremate, com fuga de nata e ninhos de concretagem
- Alma com espessura variável por falta de travamento, reduzindo o cobrimento das bainhas
- Retirada do fundo antes da liberação estrutural, causando fissuras e deformação na viga
Perguntas sobre forma metálica para longarina
Qual a diferença entre forma metálica para longarina e para viga comum?
A diferença está na escala e no apoio. A longarina tem alma mais alta, vãos maiores e fundo sobre cimbramento com contraflecha, enquanto a viga de edificação se apoia no escoramento do pavimento. Os painéis são os mesmos, mas o projeto de formas e o cimbramento mudam bastante.
Vocês fornecem o cimbramento para o tabuleiro inteiro?
Sim, mediante dimensionamento. A SP Formas loca quadros SPQ, diagonais SPDX, vigas metálicas e suportes ajustáveis para montar as torres sob longarinas e transversinas, sempre a partir do projeto estrutural e das cargas de cada vão.
Dá para executar longarina protendida com essa forma?
Sim. A forma mantém a alma com espessura constante, o que protege o traçado das bainhas, e recebe os nichos das ancoragens nas extremidades. O fundo permanece escorado até a protensão ou até o prazo indicado pelo projetista.
Transversina e longarina devem ser concretadas ao mesmo tempo?
Na maioria dos projetos, sim, para que o nó entre as vigas saia monolítico. Quando isso não é viável, o projetista define a posição da junta, que precisa ser limpa e tratada antes do segundo lançamento para garantir boa aderência.
Como a SP Formas atende forma metálica para longarina
A equipe técnica analisa o projeto, dimensiona o conjunto de painéis, chavetas e acessórios, agenda a entrega a partir do pátio de Duque de Caxias e acompanha a montagem com treinamento em canteiro. Envie as medidas ou o projeto pelo WhatsApp para receber a proposta.