Escoramento para laje nervurada é o sistema que sustenta cubetas, nervuras e capitéis até o concreto ganhar resistência. Como a carga não é uniforme, a SP Formas modula torres de quadros SPQ e vigas VJ3 ou VJ5 pela grade das cubetas e adensa o escoramento nas regiões maciças. Os quadros suportam até 5 t por montante, e os suportes ajustáveis de 0,10 a 0,32 m acertam cota e contraflecha nos vãos grandes.
Por que a laje nervurada pede um escoramento diferente
Na laje nervurada, o concreto se concentra em nervuras entre as cubetas plásticas e em faixas maciças sobre pilares e vigas. O peso médio por metro quadrado costuma ser menor que o de uma laje maciça equivalente, mas a carga chega ao escoramento de forma desigual, com picos nas regiões maciças.
Esse tipo de laje é escolhido justamente para vencer vãos maiores com menos pilares. Vão maior significa flecha mais sensível, por isso o controle de cota e de contraflecha pesa mais aqui do que em uma laje maciça de vão curto. O escoramento precisa acompanhar essa lógica estrutural, e não só ocupar a área.
Modulação do escoramento para laje nervurada
O escoramento para laje nervurada começa pela modulação das nervuras. As vigas VJ3 ou VJ5 são alinhadas de modo que as bordas das cubetas apoiem corretamente, seja sobre um assoalho contínuo, seja diretamente sobre as vigas, conforme o sistema de cubetas adotado pela obra.
As torres de quadros SPQ acompanham essa grade. Os modelos SPQ 035x125, SPQ 100x125 e SPQ 150x125 permitem fechar a malha sem sobras, e as diagonais SPDX 125, 150 e 200 ajustam o afastamento entre quadros. Assim o escoramento fica sob as linhas de carga, e não em posições aleatórias.
- Grade de vigas VJ coincidente com a modulação das cubetas
- Torres mais próximas na região maciça junto ao pilar
- VJ5 nos trechos de maior momento, VJ3 nos trechos correntes
- Contraflecha aplicada pelos suportes ajustáveis quando prevista
Capitéis e faixas de maior carga
A região maciça junto ao pilar recebe a maior concentração de concreto da laje e, por isso, a maior carga sobre o escoramento. Nela, o projeto aproxima as torres e pode trocar vigas VJ3 por VJ5, que têm momento máximo admissível de 510 kg.m contra 210 kg.m da VJ3.
A transição entre a faixa maciça e o trecho com cubetas também exige atenção. O nível das duas regiões precisa coincidir, e os suportes ajustáveis permitem acertar essa diferença de apoio sem calços, mantendo a face inferior da laje contínua e sem degraus aparentes.
Cubetas, desforma e reescoramento
As cubetas plásticas são retiradas após o concreto atingir a resistência indicada em projeto, e a sequência entre retirada de cubetas, vigas e torres é definida pelo projetista. Em vãos grandes, é comum manter linhas de reescoramento sob as nervuras enquanto os pavimentos superiores são executados.
Os suportes ajustáveis facilitam essa etapa, porque o alívio por rosca libera as peças sem impacto sobre a laje jovem. A ordem de liberação costuma partir do centro do vão para os apoios, para que a laje entre em carga de forma gradual.
Normas e acompanhamento técnico
O projeto e a execução seguem a ABNT NBR 15696, que trata de formas e escoramentos, e a ABNT NBR 6118, que rege o projeto estrutural da laje. No canteiro, a NR-18 orienta a segurança da montagem e a NR-35 o trabalho em altura sobre o assoalho e nas bordas.
A SP Formas elabora proposta, projeto e cronograma, treina a equipe na montagem e na desmontagem e faz visitas técnicas periódicas. Isso ajuda a manter a modulação das nervuras correta em todos os pavimentos, que é onde costumam surgir os desvios.
Vantagens do sistema da SP Formas
Escoramento sob as linhas de carga
A malha de torres e vigas acompanha nervuras e faixas maciças, concentrando capacidade onde o concreto pesa mais e economizando peças nos trechos leves.
Duas vigas para dois esforços
VJ3 nos trechos correntes e VJ5 nos trechos de maior momento permitem ajustar a rigidez do apoio sem trocar o sistema inteiro.
Flecha controlada em vão grande
O ajuste fino de 0,10 a 0,32 m aplica contraflecha com precisão, o que reduz o risco de flecha aparente após a desforma.
Mesmo procedimento em cada pavimento
Peças padronizadas e treinamento no canteiro permitem repetir a modulação andar após andar, com conferência simples pela equipe.
Como funciona na obra
Leitura da grade de cubetas
O projeto de escoramento parte da planta de formas da laje nervurada, com posição de nervuras, capitéis e faixas maciças.
Torres moduladas
Os quadros SPQ são montados sobre sapatas ajustáveis e travados com diagonais SPDX, adensando as torres nas regiões maciças.
Vigas e cubetas
As vigas VJ são posicionadas nos suportes ajustáveis e as cubetas são distribuídas conforme a modulação prevista.
Nivelamento e lançamento
Cota e contraflecha são conferidas antes da armação e o escoramento é acompanhado durante toda a concretagem.
Desforma programada
Cubetas, vigas e torres saem na ordem do projetista, mantendo o reescoramento previsto sob as nervuras.
Erros comuns que o sistema ajuda a evitar
- Distribuir as torres de forma uniforme, ignorando a concentração de carga na região maciça junto ao pilar.
- Desalinhar as vigas da modulação das cubetas, deixando bordas sem apoio e provocando vazamento de nata.
- Nivelar a faixa maciça e o trecho nervurado em cotas diferentes, gerando degrau na face inferior da laje.
- Retirar todo o escoramento junto com as cubetas, sem reescoramento sob as nervuras em vão grande.
Perguntas sobre escoramento para laje nervurada
O escoramento para laje nervurada é igual ao da laje maciça?
Não. Os componentes são os mesmos, mas a distribuição muda: a malha segue a modulação das cubetas e as torres ficam mais próximas nas regiões maciças, onde a carga é maior. Em vãos grandes, o controle de contraflecha também ganha mais peso.
Preciso de assoalho completo embaixo das cubetas?
Depende do sistema de cubetas adotado. Algumas soluções apoiam as cubetas diretamente sobre vigas alinhadas à modulação, outras pedem assoalho contínuo. O projeto de escoramento define isso a partir do tipo de cubeta e da planta de formas.
Quando uso viga VJ5 em vez de VJ3 na laje nervurada?
A VJ5 é indicada nos trechos de maior momento, como as faixas maciças e os capitéis, porque admite até 510 kg.m contra 210 kg.m da VJ3. A escolha final sai do cálculo do projeto de escoramento, considerando vão entre torres e carga do trecho.
Posso retirar o escoramento junto com as cubetas?
Só se o projetista autorizar. Em vãos grandes é comum manter linhas de reescoramento sob as nervuras depois da retirada das cubetas, enquanto os pavimentos de cima são concretados. A sequência é definida no plano de desforma da obra.
Como a SP Formas atende escoramento para laje nervurada
A equipe técnica analisa o projeto, dimensiona o conjunto de quadros, diagonais, sapatas, suportes e vigas, agenda a entrega a partir do pátio de Duque de Caxias e acompanha a montagem com treinamento em canteiro. Envie as medidas ou o projeto pelo WhatsApp para receber a proposta.